Cena Prístina

campo existencial da investigação estética

  • Deise Abreu Pacheco UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Palavras-chave: Cena prístina, Criação textual, Estética existencial, Imediatidade e linguagem, Poética do silêncio, Søren Kierkegaard

Resumo

Este artigo propõe, por meio da apresentação de uma modalidade de criação textual nomeada cena prístina, uma abordagem teórico-prática de pesquisa no âmbito das artes performativas. Esta perspectiva está situada no contexto do pensamento do autor dinamarquês Søren Kierkegaard (1813–1855), tendo em vista o confronto filosófico entre entendimento conceitual e conhecimento experiencial, pensamento e existência. A noção intitulada cena prístina, compreendida como campo existencial da investigação estética, é interpelada a partir de três tópicos centrais: a escrita, a leitura e o dizer (Bajard 2005), práticas fundadas na contradição entre as instâncias da imediatidade e da linguagem.

Publicado
2019-11-20
Como Citar
Pacheco, D. (2019). Cena Prístina. Diacrítica, 33(1), 104-122. https://doi.org/10.21814/diacritica.288
Secção
What is artistic research?: Presuppositions, Practices and Problematizations