O estabelecimento de relações de causalidade sob a perspetiva da sociolinguística variacionista

  • Joana Aguiar CEHUM – Universidade do Minho, Portugal
##plugins.pubIds.doi.readerDisplayName## https://doi.org/10.21814/diacritica.33

Resumo

O presente trabalho insere-se no domínio da variação sintática e tem como objetivo promover a discussão em torno da importância das variáveis sociais na interpretação dos dados linguísticos. Partindo do pressuposto de que a mesma relação semântica pode ser estabelecida através de diferentes estruturas sintáticas, são analisados os mecanismos de conexão frásica que permitem o estabelecimento da relação de causalidade. Seguindo as propostas de Schiffrin (1987), Sweetser (1990), Paiva e Braga (2010), propõe-se a tripartição da noção de causalidade em: causa real, causa explicativa, e causa interacional. Esta divisão é motivada por três fatores: tipologia de ato de fala envolvido (assertivo / não assertivo), tipologia de relação estabelecida (asserida ou pressuposta), e domínio de atuação (domínio do conteúdo, domínio epistémico e domínio ilocutório/interacional).
Os resultados da análise revelam que as relações de causa explicativa são as mais frequentes, independentemente do corpus em análise. Quando observamos os dados para o cruzamento das variáveis sociais, constata-se que a variável grau de escolaridade influencia a ocorrência da relação de causalidade: informantes com mais anos de escolaridade tendem a estabelecer mais frequentemente relações de causa explicativa.

Publicado
2017-05-11
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AGUIAR, Joana. O estabelecimento de relações de causalidade sob a perspetiva da sociolinguística variacionista. Diacrítica, [S.l.], v. 31, n. 1, p. 22, maio 2017. ISSN 2183-9174. Disponível em: <http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/33>. Acesso em: 25 set. 2017. doi: https://doi.org/10.21814/diacritica.33.
Secção
Artigo temático