ORIENTALISMO E CRÍTICA SOCIAL EM OBRAS DE ARTUR AZEVEDO E EÇA DE QUEIRÓS:

O CASO DE DOIS O MANDARIM

  • José Carvalho Vanzelli Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, Brasil.
  • Antonio Augusto Nery Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, Brasil.

Resumo

A China esteve no centro das atenções do Ocidente durante o Oitocentos. Talvez,
por isso, na literatura ocidental oitocentista, a imagem do ‘mandarim’, representação,
por vezes estereotipada, do chinês que detinha prestígio político, econômico
ou cultural em seu país de origem é constante. Em Portugal, por exemplo, foi publicada
no Diário de Portugal, em 1880, a novela O Mandarim de Eça de Queirós. Já
no Brasil, foi encenada no Rio de Janeiro, quatro anos mais tarde, a peça igualmente
intitulada O Mandarim, escrita por Artur Azevedo e Moreira Sampaio. A similaridade
de títulos e a proximidade de datas de publicação propiciam uma série
de questões: em que sentidos esses dois O Mandarim se aproximam ou se distanciam?
Poderia ser a novela de Eça uma espécie de inspiração à peça de Azevedo e
Sampaio? Como teriam esses autores trabalhado com a representação do oriental
que dá títulos às obras? Este artigo busca responder a essas e outras questões surgidas
durante a leitura comparativa dos textos homônimos.

Publicado
2019-05-28
Como Citar
Vanzelli, J., & Nery, A. (2019). ORIENTALISMO E CRÍTICA SOCIAL EM OBRAS DE ARTUR AZEVEDO E EÇA DE QUEIRÓS:. Diacrítica, 31(3), 255-271. https://doi.org/10.21814/diacritica.396