O Singular Nu no Inglês e no Português Brasileiro: Abordagens Experimentais sobre Atomicidade

  • Kayron Beviláqua UFPR IFSC
  • Roberta Pires de Oliveira UFPR/UFSC/CNPq
Palavras-chave: Comparação, Distinção contável-massivo, Português brasileiro, Singular nu

Resumo

A partir de uma discussão sobre o papel da atomicidade no domínio da distinção contável massivo, propomos uma análise para o Singular Nu (SNU) tanto no inglês quanto no português brasileiro (PB). Nosso objetivo é verificar experimentalmente o caráter atômico (ou não) desses sintagmas. Para tanto, analisamos dados de um teste realizado por Scontras, Davidson, Deal e Murray (2017), que mostram que o SNU no inglês enseja principalmente leitura de volume em comparativas. Segundo nossa análise, essa interpretação é explicada como coerção, o que corrobora a denotação do SNU como um predicado atômico nessa língua. Para o caso do SNU no PB, desenvolvemos um teste de julgamento de quantidade, nos moldes de Scontras et al. (2017), para verificar as dimensões usadas na comparação em sentenças com o plural, o nome massivo e o SNU, em oposição a sentenças sem o nome expresso (Quem tem mais?). Os resultados mostram que sentenças com o SNU possuem os mesmos julgamentos de sentença s sem o nome expresso. Argumentamos, então, que o SNU no PB não carrega qualquer traço gramatical de atomicidade, diferentemente do plural e do nome massivo, que carregam traços [+atom] e [-atom] respetivamente.
Publicado
2019-12-16
Como Citar
Beviláqua, K., & Pires de Oliveira, R. (2019). O Singular Nu no Inglês e no Português Brasileiro: Abordagens Experimentais sobre Atomicidade. Diacrítica, 33(2), 156-177. https://doi.org/10.21814/diacritica.406
Secção
Linguística Experimental e Variedades do Português