¡Ay, maricón! Analisando a tradução de tabus linguísticos na legendagem de La Mala Educación para o Português Brasileiro

Um estudo comparativo entre legendas oficiais e fansubbing

Autores

  • Willian Henrique Cândido Moura Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.21814/diacritica.464

Palavras-chave:

Tradução Audiovisual, Legendagem, Fansubbing, Pedro Almodóvar, Tabus Linguísticos, Português-Espanhol

Resumo

Considerando o avanço das pesquisas nos Estudos da Tradução Audiovisual nas últimas décadas, o presente trabalho objetivou vislumbrar se a tradução-da-letra (Berman 2013), proposta inicialmente para os estudos de tradução literária, pode ser considerada como uma metodologia para pesquisas em legendagem. Utilizamos as formas clássicas de tradução literária, etnocêntrica e hipertextual, e as tendências deformadoras da tradução para analisar um corpus composto pelas palavras e expressões-tabu relativas à injúria, encontradas nas legendas oficiais e nas legendas feitas por fansubbing, em português brasileiro, do filme espanhol La Mala Educación [Má Educação], de Pedro Almodóvar. Constatamos que a partir das análises das tendências deformadoras utilizadas, tanto nas legendas oficiais, quanto nas legendas do fansubbing, as palavras e expressões-tabu foram, em sua maioria, traduzidas de modo a não amenizar seu sentido, o que pôde ser explicado pelo fato de os legendadores terem realizado traduções mais voltadas para o etnocêntrico, prezando pelo significado que as legendas deveriam propiciar ao público que assiste ao filme. Concluímos que a teoria bermaniana pode ser utilizada como uma metodologia para a análise de legendas, desde que feitas algumas alterações, tendo em vista as características intrínsecas à legendagem.

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Publicado

2020-12-14

Como Citar

Cândido Moura, W. H. (2020). ¡Ay, maricón! Analisando a tradução de tabus linguísticos na legendagem de La Mala Educación para o Português Brasileiro: Um estudo comparativo entre legendas oficiais e fansubbing. Diacrítica, 34(3), 235–253. https://doi.org/10.21814/diacritica.464