A dialética em estado de exceção

Alegorias da ditadura civil-militar em 'À Flor da Pele', de Consuelo de Castro

  • Ivan Delmanto Franklin de de Matos Centro de Artes / Universidade do Estado de Santa Catarina, (UDESC), Florianópolis, Brasil. http://lattes.cnpq.br/4921029439493865 https://orcid.org/0000-0001-5964-2962
Palavras-chave: Teatro, Dramaturgia, Dialética, História do Brasil, Teoria Crítica

Resumo

Este artigo propõe uma análise da peça teatral “À flor da pele”, da dramaturga brasileira Consuelo de Castro, escrita em 1969, durante o auge da ditadura civil militar brasileira. Procura-se demonstrar que o texto pode ser melhor compreendido utilizando-se o conceito de alegoria, tal como definido pelo filósofo Walter Benjamin. Seguindo esta leitura, a linguagem alegórica desloca os parâmetros da forma dramática tradicional, de origem europeia, modificando-a a partir do confronto com o contexto histórico brasileiro do período. Essa realidade histórica, fraturada pelos ditames de um Estado de exceção, teria gerado uma espécie particular de drama negativo, que procuraremos revelar durante o texto.     

Biografia Autor

Ivan Delmanto Franklin de de Matos, Centro de Artes / Universidade do Estado de Santa Catarina, (UDESC), Florianópolis, Brasil. http://lattes.cnpq.br/4921029439493865

Ivan Delmanto é encenador e dramaturgo. Desde 2019 é professor de Teoria Teatral no Departamento de Artes Cênicas da UDESC, Florianópilis, Brasil.

Publicado
2020-07-31
Como Citar
de Matos, I. (2020). A dialética em estado de exceção. Diacrítica, 34(2), 221-235. https://doi.org/10.21814/diacritica.525