Onde estão os autores e autoras negras?

A literatura afro-brasileira nos acervos das bibliotecas públicas brasileiras

  • Gustavo Tanus Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5696-7187 https://orcid.org/0000-0002-5696-7187
  • Gabrielle Francinne de Souza Carvalho Tanus Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2463-7914
Palavras-chave: Literatura afro-brasileira, Biblioteca pública, Democracia, Formação e desenvolvimento de acervos, Descolonização dos acervos

Resumo

As bibliotecas públicas são instituições sociais que tem como missão atender a todos da comunidade onde ela se insere. Pensando na realidade brasileira, composta por maioria parda e negra, na importância da leitura literária para a formação do leitor e na representatividade dos acervos das bibliotecas públicas, esta pesquisa adentrou aos acervos das bibliotecas públicas estaduais brasileiras a fim de verificar as presenças dos autores e autoras negras de literatura afro-brasileira. Concentrou-se nas seguintes variáveis: sexo, nascimento, naturalidade, presenças e ausências dos autores e autoras e suas obras nos acervos de quartoze bibliotecas que disponibilizam a consulta ao catálogo online. A pesquisa descritiva revelou que não há uma incorporação devida de livros de literatura afro-brasileira nos acervos das bibliotecas públicas, o que compromete uma democratização da biblioteca, como se deseja e como é indispensável. Sendo assim, é preciso discutir uma outra formação e desenvolvimento do acervo com vistas a uma “reparação dos acervos” das bibliotecas públicas, de maneira a descolonizar o olhar, a fim de possibilitar o acesso ao legado bibliográfico, sobretudo de literatura, de escritoras e escritores negros, para que elas possam constituir em espaços democráticos e representativos da sociedade brasileira.

Publicado
2020-07-31
Como Citar
Tanus, G., & Tanus, G. (2020). Onde estão os autores e autoras negras?. Diacrítica, 34(2), 249-263. https://doi.org/10.21814/diacritica.528