Para uma caracterização formal e funcional da troca subordinada de clarificação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21814/diacritica.532

Palavras-chave:

Troca subordinada de clarificação, Interação, Discurso

Resumo

O intuito deste trabalho é obter uma melhor caracterização tanto formal quanto funcional de uma propriedade estrutural do discurso: a troca subordinada de clarificação. Com base em contribuições teóricas da Escola de Genebra, procuramos aprofundar o entendimento, apontado em pesquisa desenvolvida previamente (Cunha 2019), de que a abertura de uma troca subordinada de clarificação constitui um recurso de que um dos interlocutores se vale para evidenciar que, de seu ponto de vista, o outro adotou um comportamento inadequado, quando elaborou sua intervenção. Para alcançar esse objetivo, apresentaremos inicialmente características formais e funcionais da troca subordinada de clarificação. Em seguida, ampliando sua caracterização funcional, abordaremos as implicações interacionais da abertura desse tipo de troca, focalizando, em especial, o impacto dessa abertura para a co-construção de imagens identitárias pelos interlocutores. À luz da caracterização proposta, analisaremos o uso desse recurso em um excerto de debate eleitoral ocorrido em 2016, durante a campanha presidencial de Portugal. O debate, promovido pela emissora RTP (Rádio e Televisão de Portugal), teve como participantes os então candidatos à presidência Marcelo Rebelo de Sousa (atual Presidente da República) e Maria de Belém Roseira.

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Publicado

2021-05-06

Como Citar

Cunha, G. X. (2021). Para uma caracterização formal e funcional da troca subordinada de clarificação. Diacrítica, 35(1), 207–228. https://doi.org/10.21814/diacritica.532