Ressonâncias de ditaduras na literatura infantojuvenil

Lygia Bojunga no Brasil e Alice Vieira em Portugal

  • Renata Flaiban Zanete Centro de Estudos Humanísticos / Universidade do Minho, Braga, Portugal. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5241-7823
Palavras-chave: Literatura infantojuvenil e ditadura, Literatura infantojuvenil e censura, Lygia Bojunga, Alice Vieira

Resumo

A que constrangimentos esteve exposta a literatura infantojuvenil nos períodos ditatoriais, no Brasil e em Portugal? O que foi permitido e o que foi proibido? Como as ditaduras e seus expedientes aparecem retratados nas obras literárias de recepção infantil e juvenil, nos dois países? Este artigo busca algumas respostas a estas questões por meio de um recorte preciso: a vida e algumas obras das autoras Lygia Bojunga e Alice Vieira. Ambas viveram durante as ditaduras brasileira e portuguesa, em seus países. A pobreza, o medo, a censura e as perseguições político-ideológicas, típicos dos sistemas autoritários, estão presentes em diversas narrativas das autoras que questionam certos pilares estruturadores da moral tradicional das ditaduras como a família, as relações de gênero ou o papel da mulher. Ressaltamos o surgimento das duas escritoras como momentos de viragem no panorama da literatura para crianças e jovens, no Brasil e em Portugal, e as contribuições que as escritoras trouxeram. Registramos certos apontamentos que indicam ligações que podem ser estabelecidas entre passado e presente, História e ficção.

Publicado
2020-07-31
Como Citar
Zanete, R. (2020). Ressonâncias de ditaduras na literatura infantojuvenil. Diacrítica, 34(2), 182-202. https://doi.org/10.21814/diacritica.533