Convergências e divergências românicas

Do latim habēre e tenēre às formas contemporâneas no PE, no PB, no italiano e no napolitano

  • CYNTHIA ELIAS DE LELES VILACA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Palavras-chave: mudança linguística, línguas românicas, relações léxico-semânticas

Resumo

Ao tratar de divergências e convergências linguísticas na România, o romanista alemão Harri Meier (1948) defendeu que as evoluções divergentes do latim na România derivariam da divisão dialetal dessa língua já na península Itálica. No que diz respeito às relações linguísticas entre as penínsulas Itálica e Ibérica, o autor sugere que a substituição dos continuadores do verbo latino habēre, em uma parte maior ou menor de suas funções, pelos do verbo tenēre no português e no espanhol teria uma analogia em dialetos da Itália meridional, especialmente nos agrupados sob o rótulo de napolitano. Partindo, pois, dessa hipótese, investigaram-se de forma comparativa os usos dos verbos habēre e tenēre no latim clássico e de seus continuadores nas variedades contemporâneas do português (europeu e brasileiro), do italiano padrão e do napolitano. Essa investigação teve como objetivo identificar possíveis motivações de natureza semântica para as convergências e divergências entre o latim e as variedades neolatinas citadas com relação ao uso dos verbos em questão. A pesquisa foi realizada com base em textos escritos, datados, literários, em prosa e de tipo narrativo.

Publicado
2018-11-28
Como Citar
VILACA, C. (2018). Convergências e divergências românicas. Diacrítica, 32(1), 239-266. https://doi.org/10.21814/diacritica.94