Diacrítica http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia <p>A Diacrítica é uma revista científica, de cariz multidisciplinar, dedicada aos estudos literários, culturais e linguísticos. É editada pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM), desde 1986, e subsidiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Desde janeiro de 2017 é publicada também em formato eletrónico, com periodicidade trimestral.</p> <p>A revista está registada com o ISSN 0870-8967 (formato em papel) e 2183-9174 (formato eletrónico) e está licenciada com uma Licença Creative Commons CC BY-NC.</p> pt-PT <p>A revista&nbsp;está licenciada como&nbsp;Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International.</p> diacritica@ilch.uminho.pt (Orlando Grossegesse) ceh@ilch.uminho.pt (Secretaria CEHUM) Dom, 30 Abr 2017 00:00:00 +0100 OJS 3.1.0.0 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Para além das ondas http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/21 <p>Este artigo apresenta o resultado de estudo sobre o significado social da variação entre ditongo nasal átono final e vogal oral, como em <em>homem</em> ~ <em>homi</em>, a partir do comportamento observado de falantes do Português Brasileiro em função da variável estilo de fala. Além disso, apresenta uma reflexão sobre as diferentes “ondas” ou abordagens do estudo do significado social da variação conforme apresentadas por Eckert (2012) para situar o ponto de partida deste estudo no conjunto de práticas analíticas para o estudo da variação desenvolvidas no âmbito da abordagem da Sociolinguística. Argumenta-se que o estudo do significado social da variação constitui um desafio interdisciplinar que deve abarcar tanto aspectos macro quanto microssociais. Especificamente em relação ao objeto de estudo, os resultados para estilo de fala indicaram que a variação apresenta estratificação estilística, característica típica de marcador linguístico.</p> Christina Abreu Gomes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/21 Seg, 08 Mai 2017 00:00:00 +0100 Caracterização do fenómeno da cortesia na cultura comunicativa espanhola http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/29 <p>A cortesia é um fenómeno comunicativo universal que apresenta variações, determinadas pelos parâmetros socioculturais de cada grupo social. Assim, podemos distinguir entre sociedades que pendem para uma espécie de cortesia positiva e de solidariedade, e outras que preferem a cortesia negativa ou de deferência (Scollon e Scollon, 1983; Sifianou, 1992). Dada esta tipologia, diferentes autores concordam em descrever a cultura espanhola como uma sociedade que favorece a tendência positiva da cortesia, com a consequente preocupação por reafirmar a afiliação ao grupo e por valorizar a imagem do outro interlocutor (Haverkate, 1994; Hickey, 2005). Este fato demonstra-se na análise intercultural da produção de atos de fala corteses que, como acontece por exemplo no ato de felicitar, adotam uma aparência especial nestas sociedades. O conhecimento das premissas culturais espanholas permitirá, ao mesmo tempo, explicar os comportamentos comunicativos dos indivíduos dentro dessa sociedade concreta. O interesse de trabalhos como o que apresentamos vai além dos limites puramente linguísticos e atinge também a área de ensino e &nbsp;prendizagem de segundas línguas, uma área na qual é especialmente necessário o tratamento direto dos aspetos sociopragmáticos das línguas, dos quais a cortesia faz parte.</p> Marta Peláez Torres ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/29 Qui, 11 Mai 2017 00:00:00 +0100 Marcadores discursivos interacionais http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/32 <p>Marcadores discursivos são itens linguísticos que funcionam nos domínios cognitivo, expressivo, social e textual e que emergem da interação falante/ouvinte e são provenientes de outras categorias gramaticais, por processo de gramaticalização, tais como formas verbais (entendeu? e sabe?), reduções frasais (né?), adjetivos (certo?). Apresentamos o resultado de uma investigação sobre o uso de marcadores discursivos interacionais na fala de jovens escolares da cidade de Aracaju, SE, Brasil, comparando os resultados obtidos com os de outras variedades do português brasileiro. Os resultados apontam para a recorrência de uso dessas estratégias interacionais na fala dos jovens aracajuanos direcionadas para contextos específicos: interações simétricas, para as mulheres, e assimétricas, para os homens, foram os contextos mais propícios para a ocorrência dos marcadores discursivos interacionais, revelando efeitos estilísticos. No entanto, ao comparar os resultados com outras variedades, nos deparamos com questões metodológicas diferenciadas que podem interferir nos resultados obtidos.</p> Raquel Meister Ko. Freitag, Rosangela Barros da Silva, Flávia Regina de Santana Evangelista ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/32 Qui, 11 Mai 2017 00:00:00 +0100 O estabelecimento de relações de causalidade sob a perspetiva da sociolinguística variacionista http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/33 <p>O presente trabalho insere-se no domínio da variação sintática e tem como objetivo promover a discussão em torno da importância das variáveis sociais na interpretação dos dados linguísticos. Partindo do pressuposto de que a mesma relação semântica pode ser estabelecida através de diferentes estruturas sintáticas, são analisados os mecanismos de conexão frásica que permitem o estabelecimento da relação de causalidade. Seguindo as propostas de Schiffrin (1987), Sweetser (1990), Paiva e Braga (2010), propõe-se a tripartição da noção de causalidade em: causa real, causa explicativa, e causa interacional. Esta divisão é motivada por três fatores: tipologia de ato de fala envolvido (assertivo / não assertivo), tipologia de relação estabelecida (asserida ou pressuposta), e domínio de atuação (domínio do conteúdo, domínio epistémico e domínio ilocutório/interacional).<br>Os resultados da análise revelam que as relações de causa explicativa são as mais frequentes, independentemente do corpus em análise. Quando observamos os dados para o cruzamento das variáveis sociais, constata-se que a variável <em>grau de escolaridade</em> influencia a ocorrência da relação de causalidade: informantes com mais anos de escolaridade tendem a estabelecer mais frequentemente relações de causa explicativa.</p> Joana Aguiar ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/33 Qui, 11 Mai 2017 00:00:00 +0100 Revisão do conceito de estratégia no processo de aquisição de uma segunda língua à luz de novas investigações http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/34 <p>Neste artigo, são postos em destaque os esforços realizados na área da aquisição de segundas línguas para descrever os mecanismos psicolinguísticos que são implementados pelo aprendente de línguas durante a aprendizagem. Esses mecanismos, identificados inicialmente como estratégias, foram objeto de estudo por vários investigadores devido à importância que a competência estratégica representa no desenvolvimento da competência comunicativa do estudante. Em coerência com o anterior, desde uma perspetiva diacrónica, descreve-se como se foi conformando a noção de estratégia, as diferentes tipologias e a sua importância no contexto de uma pedagogia para a autonomia, em que o desenvolvimento da autorregulação resulta essencial no processo de aprendizagem duma segunda língua.</p> Ana María Cea Álvarez ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/34 Qui, 11 Mai 2017 00:00:00 +0100 Perfis e inteligências múltiplas ou a preocupação didática no ensino de uma língua estrangeira http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/36 <p>Partindo do diálogo entre as ciências cognitivas e a educação, a nossa reflexão não pretende propor perspetivas absolutamente inovadoras. Visa antes pensar a relação entre os métodos de ensino-aprendizagem e os saberes do domínio da psicologia cognitiva, nomeadamente sobre um bom modelo mental do estudante e sobre os princípios fundamentais da relação entre a ‘plasticidade cerebral’ e o processo de aprendizagem.</p> João Domingues ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/36 Qui, 11 Mai 2017 00:00:00 +0100 Os novos manuais escolares de Português do 7.º ano e a (re)construção do conhecimento gramatical http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/38 <p>Desde 2012/2013, os manuais escolares (ME) de Português foram objeto de alteração em função da publicação das <em>Metas Curriculares de Português</em> (Buescu<em> et al</em>., 2012), um novo documento orientador que originou mudanças nos discursos e nas práticas desses ME, ao nível de conteúdos e atividades, ou seja, na organização do conhecimento gramatical (aqui estudado) e dos outros domínios específicos do ensino e da aprendizagem do Português.<br>De facto, as <em>Metas Curriculares de Português</em> (MCP) defendem que “O ensino dos conteúdos gramaticais deve ser realizado em estreita sintonia com atividades inerentes à consecução dos objetivos dos restantes domínios” (Buescu<em> et al</em>., 2012, p. 6). Tal visão implica a tendência de um ensino integrado da gramática, em que o conhecimento apoia as competências de compreensão e de expressão orais e escritas.<br>Neste contexto, escolhendo para objeto de análise ME novos do 3.º Ciclo, este artigo tem por objetivos verificar a ocorrência de novas formas de abordagem dos conteúdos gramaticais e avaliar se as questões desse domínio são vistas como (re)construção do conhecimento escolar do Português.<br>Espera-se, pois, que as conclusões ajudem a caracterizar algumas dimensões da natureza da gramática escolar, pela análise de conteúdos, atividades e métodos de ensino da gramática presentes em três manuais escolares de Português do 7.º ano</p> António Carvalho da Silva ##submission.copyrightStatement## http://diacritica.ilch.uminho.pt/index.php/dia/article/view/38 Qui, 11 Mai 2017 00:00:00 +0100